Desencontro 2012

De última hora pintou um convite para participar do Painel sobre Marketing em Fortaleza, no Desencontro 2012. Eu já ia ao evento pela da Unifor e fiquei ainda mais feliz (e preocupado, pois, claro, não tinha nada preparado) com o convite do Emerson (o cidadão que idealizou o evento). Foi bem legal, deu para trocar ideia de maneira bem leve com a Nayane Monteiro (iMalls e Emediata), Tayro Mendonça (SVM), André Nogueira (Flex) e com a platéia. Na pauta rolaram temas como “formação profissional”, “criação on e off”, “perfil do público” e “mercado local”. Deu também para tirar umas conclusões a partir das falas de cada um, que em vários momentos se alinhavam. O mercado de marketing digital (ou outra nomeclatura, se você preferir) cresceu de modo rápido, a comunicação das marcas na Internet vem tendo seu valor reconhecido e os estudantes e interessados em trabalhar na área estão correndo atrás de capacitação. Resolvi postar aqui abaixo um texto que foi lido no primeiro Debatepapo e que sintetiza o que eu penso sobre a importância de, às vezes, parar e debater o assunto “Internet”, como o que aconteceu no Desencontro.

Texto para abertura do Primeiro Debatepapo:

Para quem é e para quem serve a criação publicitária se não para o público, seja este o consumidor de determinada marca ou alguém simplesmente que convive com a publicidade. Ou seja, no final das contas, todos, todos os tipos de pessoas.
Entender o que passou, interpretar o que está acontecendo e antecipar tendências são ações centrais para a criação publicitária.
Ao longo dos anos, a criação publicitária acompanhou padrões de comportamento, mudanças de paradigmas sociais, se reinventou atendendo às necessidades e às demandas de cada nova geração.
Da folha de papel em branco na máquina de datilografar para o documento do Microsoft Word, do aerógrafo ao brush do Photoshop, do telefone para o email, dos cartazes de Toulouse-Lautrec sobre o Moulin Rouge aos layouts para vender sandálias baseados na estética moderna de Romero Brito, a publicidade capta, absorve, reconstrói a vida e até sugere comportamentos. Quem, ao ser questionado “Onde está fulano?” nunca respondeu com um sonoro “Tomou Doril!”. É a vida fora das televisões, jornais e revistas se confundindo com o real.
Em tempos de horas e mais horas diárias consumidas à frente de um computador, a relação entre as marcas e seu público se estreita cada vez mais. Email marketing, viral, e-ad, e-commerce,  feeds, landing page, motor de busca, newsletter, pageviews, tags, web analytics… para tudo. É hora de debater, de saber para onde estamos indo e consequentemente, para onde a criação publicitária deve ir. É para isso que estamos aqui, no primeiro Debatepapo.
Finalizo com citação do professor Boaventura de Sousa Santos:
“A rapidez, a profundidade e a imprevisibilidade de algumas transformações recentes conferem ao tempo presente uma característica nova: a realidade parece ter tomado definitivamente a dianteira sobre a teoria” (BOAVENTURA, 1999)
Então, vamos debater sobre a realidade, a realidade da criação publicitária hoje, mesma que esta seja, em muitos casos, virtual.
Vamos a isso.

Claudio Sena

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